Publicada: 05/05/2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
O setor de Agricultura de Precisão-AP Cotriel, a exemplo dos demais serviços oferecidos pela Cooperativa, tem registrado crescimento em sua área de atuação ao longo dos anos. Aplicado na área de ação desde 2008, no ano passado a área coberta em toda a região de abrangência da Cooperativa chegou a 23.081 hectares. De todos os produtores que utilizam a ferramenta, 52% têm até 50 hectares, 18% até 100 hectares e 30% possuem mais de 100 hectares com agricultura.
Batizado como Programa Elite, visa demonstrar que a ferramenta traz segurança para o agricultor, fazendo com que todos associem esta denominação à qualidade e credibilidade no serviço e à assistência técnica prestados pela Cooperativa.
A estrutura da AP Cotriel conta atualmente com seis caminhões, sendo quatro locados na Sede, um na Unidade de Salto do Jacuí e outro na filial da Cotriel de Estrela Velha, cada um com capacidade de espalhar aproximadamente 1,5 mil toneladas de calcário ou 1 mil hectares de adubo por mês e dois quadriciclos, que percorrem as áreas fazendo as análises de solo.
Momento é de aderir ao sistema
Os técnicos agrícolas Edival Winck e Lucas Provensi, conversaram com a nossa reportagem. Além deles, atuam na área Vilmar Stefanello, responsável pela área e o técnico Rodrigo Morás. Edival iniciou enfocando a importância de os produtores decidirem, neste momento, o ingresso no sistema: "Esta fase na qual a maioria das áreas já foi colhida, é a ideal para o produtor decidir fazer parte da AP Cotriel. O associado deve procurar o departamento técnico da Unidade mais próxima da sua região, decidir qual o tamanho da área que pretende aplicar a AP e solicitar que o seu técnico faça a medição da lavoura. Após receber e tabular estes dados, a nossa equipe os envia para a APMAX Latina, no Mato Grosso, que é a empresa parceira da Cotriel e é especializada em executar o levantamento via satélite das áreas e dividi-las em zonas de manejo de acordo com a produtividade, para que seja possível tratar estas da melhor maneira possível", descreveu.
No que diz respeito ao tempo que leva da tomada da decisão em aderir ao sistema à aplicação da agricultura de precisão no local escolhido pelo produtor, Winck destacou que a medição, realizada de forma detalhada leva até cinco dias e o prazo para serem gerados pela APMAX os Mapas de Produção visando conhecer os locais de alta, média e baixa produtividade, é de 15 a 25 dias: "A partir deste levantamento, que é feito com um programa próprio da empresa parceira via satélite, sabem-se em quais pontos será feita a coleta de solo, que tem de ser programada com antecedência e somente é realizada apenas quando as condições climáticas e de solo adequadas, para permitir que a amostra tenha qualidade para ser remetida para o laboratório da Universidade de Santa Cruz do Sul, que envia os resultados em um período de 15 a 20 dias. O tempo total para todo o processo é de cerca de 60 dias e o plantio do trigo será feito entre o fim de maio e o início de junho, o que fará com que o intervalo fique curto e dificulte o início da complementação de nutrientes para a safra de inverno e acabe jogando o trabalho de AP no intervalo entre a colheita do trigo e o plantio de soja, pois enquanto temos trigo plantado não é recomendado mexer na área. É importante a compreensão do produtor que o processo é o que de mais moderno existe na agricultura, pois indica com exatidão quais os produtos necessários, mas não se faz de um dia para o outro, pois exige planejamento", enfocou.
Sistema preocupa-se com a qualidade do calcário espalhado
O técnico agrícola Lucas Provensi, responsável pelo controle da logística dos caminhões de fertilizantes em taxa variável na Cotriel, em sua abordagem lembrou que os motoristas estão treinados para fazer a aferição e calibragem dos caminhões e do sistema de AP a cada mudança de produto - de calcário para cloreto de potássio, por exemplo - e estarem atentos às condições, principalmente do calcário: "Sempre reforçamos aos funcionários que trabalham no carregamento do calcário, juntamente com os motoristas que dirigem os caminhões com sistema de agricultura de precisão, que façam uma pré-mistura do produto antes da aplicação na área a ser corrigida. O processo consiste em misturar o calcário úmido com o calcário seco, para acontecer a "quebra do pó" para que a parte mais importante do calcário, que são as partículas finas fiquem, na lavoura e não sejam levadas pelo vento, pois essas partículas minúsculas são as primeiras que irão reagir no solo" pontuou.
Lucas encerra dizendo que devido à demanda nas espalhações de nutrientes ser intensa, solicita ao produtor que informe se as condições do solo estão adequadas para que os caminhões entrem em sua propriedade: "É importante que associados em caso de qualquer eventualidade informem antes do motorista chegar à lavoura se o solo está molhado, pois o movimento do veículo pode afetar a estrutura física do solo, causando, por exemplo, compactação da área. Os agricultores também têm direito de verificar se as condições do calcário e dos adubos estão adequadas, e caso não estejam, eles devem nos comunicar para que possamos reagendar a aplicação e atende-los da melhor forma possível", finalizou.