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Publicada: 01/10/2012

Grãos retomam fôlego com novos dados do USDA e fecham semana com forte alta

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nesta sexta-feira, o milho fechou o pregão no limite de alta, a soja subindo mais de 30 pontos e o trigo, mais de 40 na Bolsa de Chicago. O dia foi de expressivas altas no mercado internacional de grãos depois do novo relatório de estoques trimestrais divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

"O USDA novamente surpreendeu esta manhã e parece ter finalmente dado a munição para os bulls retornarem ao mercado, pelo menos por hoje", disse o analista de mercado da PHDerivativos, Pedro Dejneka.

Depois de consecutivas sessões de baixas bastantes significativas, os futuros dos grãos negociados em Chicago retomaram seu fôlego no reporte de um baixo volume de estoques tanto para o milho, como para o trigo e para a soja. O mercado vinha recuando frente a um intenso movimento de realização de lucros por parte dos fundos e da pressão sazonal que vinha pesando sobre as cotações em função do avanço da colheita nos Estados Unidos. O milho e a soja chegaram a recuar mais de 11%.

Entretanto, para Dejneka, esse movimento de queda dos preços aconteceu muito rapidamente frente a uma tendência de preços ainda positiva com a oferta, principalmente de soja, muito ajustada e a demanda seguindo bastante ativa.

"A moral da história é que o mercado estava se deixando levar muito fácil pela pressão sazonal e técnica (fundos vendendo com base em gráficos) e que com o tamanho da queda nas últimas semanas (mais de 11% de desvalorização tanto na soja quanto no milho), estava fazendo exatamente o oposto do que é necessário no momento: a baixa de preços atraiu demanda e precisamos sériamente racioná-la", explicou o analista.

No entanto, Dejneka não afirma ainda que os mercados irão disparar novamente, já que em duas semanas o USDA divulga seu novo boletim de oferta e demanda de outubro - trazendo importantes dados sobre produtividade. "Pelo menos, acredito que possamos estar vendo o final do domínio total e completo dos bears no mercado, como vimos nas últimas duas semanas de setembro".

Para o analista, aos poucos a soja deverá voltar ao patamar dos US$ 18 por bushel e isso pode acontecer "bem possivelmente antes do final do ano ou até o final de novembro". Entretanto, a atual tarefa do mercado é se recuperar do recente dano psicológico e técnico, assim como lidar com a incerteza de mais um relatório do USDA nas próximas semanas. Além disso, ainda há uma séria instabilidade no cenário macroeconômico que, depois de algum tempo, parece estar voltando ao foco dos investidores.

"Atenção para um possível fluxo de capital de volta para commodities semana que vem, início de novo trimestre (muitos fundos reportam resultados trimestralmente e acredita-se que muitos realizaram seus lucros nas últimas duas semanas para mostrar bons resultados – nesta sexta-feira (28) é o último dia útil do trimestre – ou seja, abre a porta para fluxo positivo semana que vem). Eu acredito no retorno de altas nos mercados no seu devido tempo, e por agora, com a “virada” desta sexta, pelo menos uma nova psicologia de compra nas baixas e não de fortes vendas nas tentativas de recuperação como vínhamos vendo...Veremos se esta leitura está correta nos próximos dias. Para que esta leitura esteja correta, é importantíssimo que as commodities agrícolas tenham um fechamento positivo perto das altas do dia, assim como uma boa performance no início da semana que vem", completou Pedro Dejneka.

(Fonte: Notícias Agrícolas)