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Publicada: 29/07/2026

Supervisor da Cotriel e pesquisador da CCGL conhecem sistemas de produção e manejo da canola no Paraguai

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Fonte: Setor de Comunicação

Nos dias 20 e 21 de julho, o Engenheiro Agrônomo e  Supervisor Técnico da Cotriel Regional Centro, Felipe De Franceschi, e o pesquisador da CCGL, Jessé Fink, participaram, a convite da Celena Alimentos, de um giro técnico por lavouras de canola na região de San Juan Bautista e em propriedades do sul e oeste do Paraguai. A comitiva visitou a propriedade da família Dallazen, e avaliou práticas de plantio, manejo do solo, drenagem, irrigação e controle de doenças.

A visita, conduzida pela equipe da CW Trading — empresa que atua no Paraguai e coordena projetos de desenvolvimento agrícola — percorreu áreas que evidenciam o grande potencial da canola mesmo em ambientes considerados complexos. Um dos pontos mais elogiados foi o sistema de plantio em sulco-camalhão combinado com manejo eficiente do solo.

Segundo os técnicos, o sulco-camalhão facilita a drenagem em períodos de chuva intensa e permite, quando necessário, usar os próprios sulcos como vias de irrigação. A propriedade da família Dallazen conta ainda com um reservatório de água dimensionado para suprir a demanda hídrica em momentos de deficiência, o que confere maior estabilidade produtiva às lavouras.

“Observamos que o ajuste do sistema de plantio ao perfil do solo e a disponibilidade de água são determinantes para reduzir o risco climático e manter a regularidade de produção”, afirmou Felipe de Franceschi. “Com infraestrutura adequada e manejo bem planejado, a canola pode ser uma alternativa rentável para muitas propriedades da região", destacou Felipe.

O grupo também debateu intensamente o manejo nutricional — identificado como fator de alta resposta para a cultura — e a condução correta dos tratos culturais ao longo do ciclo, incluindo calagem, adubação de base e  cobertura assim como os demais tratos culturais. Para os visitantes, esses cuidados são essenciais para expressar o potencial genético das variedades plantadas.

O Engenheiro-Agrônomo Nilson Osterlein, da CW Trading, apresentou resultados de pesquisas locais e descreveu o impacto das principais doenças na produtividade, além de estratégias de monitoramento, rotação de cultivares e aplicação racional de fungicidas. “O cenário exige vigilância contínua e integração entre práticas culturais e químicas para preservar a produtividade”, explicou Osterlein durante a visita. “A troca de informações entre produtores, técnicos e empresas gera soluções mais adequadas ao contexto regional.”

Para o pesquisador da CCGL, Jessé Fink, a experiência reforçou a importância da adaptação local das tecnologias. “Ficou claro que não existe solução única: é preciso integrar práticas como sulco-camalhão, manejo hídrico e monitoramento nutricional conforme as particularidades de solo e clima. A cooperação técnica entre instituições amplia as chances de adoção bem-sucedida pelos produtores”, disse Fink.

Marcos André Orzechoski, supervisor comercial agrícola da Celena Alimentos, comentou a atuação da empresa no Paraguai e o incentivo ao plantio de canola no país. “A Celena busca promover práticas que aumentem a estabilidade e a rentabilidade das culturas. Nosso papel é apoiar produtores com assistência técnica e soluções logísticas para ampliar a presença da canola na região”, afirmou Orzechoski.

O giro técnico consolidou o entendimento de que, com planejamento, investimentos em infraestrutura e aprimoramento do manejo, a canola pode expandir sua área de cultivo mesmo em regiões com desafios hidrológicos e fitossanitários. A troca de conhecimento entre produtores, pesquisadores e empresas parceiras foi apontada como peça-chave para essa expansão.

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