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Publicada: 30/11/2015

Cotriel sedia reunião do Programa Qualigrãos

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Visando conhecer a qualidade da soja produzida no Rio Grande do Sul e propor as melhorias necessárias, a Embrapa Soja do Paraná começou em 2014 o Programa Qualigrãos. Os primeiros resultados foram apresentados na última terça-feira, 17, em reunião sediada pela Cotriel no Auditório da Afeco. Além da Cooperativa, participaram do encontro a Cotripal, Cotrijal, Coagrisol, Cotrisal e Cotribá. “A meta do trabalho é estabelecer um padrão comercial dos grãos, do dano mecânico causado pelas colheitadeiras, da identificação da presença de pragas nos grãos armazenados, na contaminação por fungos, na mistura genética das variedades, do teor de proteína e óleo do grão, da acidez do óleo, teor de clorofila, qualidade sensorial e qualidade fisiológica.

O trabalho abrange os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. No Estado, as coletas das amostras foram feitas em maio e persistirá por mais três anos, para medir indicadores sobre a soja que veio da lavoura, para compreender possíveis problemas que possam ser registrados durante a armazenagem.

As cooperativas da região foram divididas em três áreas. A Cotriel neste levantamento fez parte da área dois, onde foram coletadas amostras de dez municípios dos quais fazem parte as 10 Unidades Regionais e três postos de recebimento. O administrador de grãos da Cooperativa, Odélcio Hartmann disse que o trabalho com a soja vai muito além da armazenagem: Hoje a oleaginosa representa 75% de todo o produto que está nos nossos armazéns. Não basta apenas receber a safra e deixar que as coisas acontecerem. O grão é um ser vivo e precisa ser cuidado e é fundamental que não haja perda de peso nem de umidade, pois caso isso aconteça perde-se a qualidade.

Os dados completos serão apresentados em janeiro de 2016, mas o que já pudemos perceber que entre todos os Estados analisados, o nível de proteína de soja é o segundo maior, chegando a 37%, só perdendo para Santa Catarina. Na nossa área de abrangência, os valores variam bastante, chegando a 38%. Precisamos estar preparados para as exigências do mercado, principalmente o da China, que é a maior compradora de soja do Rio Grande do Sul. A parceria das Cooperativas e o trabalho da Embrapa visam melhorar estes índices para que possamos no futuro proporcionar na soja um rendimento maior ao nosso associado”, finalizou.