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Publicada: 21/01/2016

Brasil deve colher quase 100 milhões de toneladas de soja

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Devido ao clima irregular, que provocou seca no Centro-Oeste e Nordeste e fortes chuvas no Sul, o Brasil deve colher cerca de 99,2 milhões de toneladas de soja nesta safra 2015/16, volume que se for confirmado representará um crescimento de 2% em relação à temporada anterior. A área plantada deve atingir 32,9 milhões de hectares, 3% acima da registrada no ciclo passado. É com esta expectativa que o Rally da Safra, tradicional expedição técnica vai a campo – a partir da próxima segunda-feira, 25 - visitar os principais polos produtores de grãos do País.

De acordo com a avaliação da equipe do Rally, com um início conturbado devido aos efeitos do El Niño, a safra de soja foi impactada pela estiagem em áreas do Centro-Oeste e Nordeste. Porém, as chuvas que voltaram a cair com regularidade no Mato Grosso, Minas Gerais e Matopiba [Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia] levaram ao restabelecimento do potencial em diferentes regiões.

Segundo diagnóstico preliminar do Rally, no Centro-Oeste e Nordeste as lavouras mais precoces enfrentaram um período seco, com chuvas abaixo da média em novembro e dezembro, e mal distribuídas regionalmente. Parte das lavouras plantadas no calendário correto, entre o final de setembro e começo de outubro, terá produtividade reduzida. “Algumas regiões específicas – como o Médio Norte, o Oeste e o Nordeste do Mato Grosso - sofreram bastante e registram perdas irreversíveis. Em outras regiões, o plantio sofreu atraso de mais de 30 dias”, afirma André Pessôa, coordenador geral do Rally e sócio diretor da Agroconsult, organizadora do projeto.

Por sua vez, na região Sul, o excesso de chuvas e seu impacto no surgimento da ferrugem preocupam os produtores. Em lavouras mais adiantadas, como no oeste do Paraná, as chuvas estão atrapalhando a colheita. “Até o momento, os resultados são bons, mas os produtores ainda sentem a ameaça do excesso de chuvas no momento da colheita”, diz Pessôa.

Para Pessôa, um ponto positivo nesta safra foi a redução no número de aplicações contra pragas e doenças - de 1 a 1,5 aplicação, se comparada com o mesmo período do ano passado. “É preciso olhar com atenção esse ponto positivo que é a redução de custo com defensivos. E este foi o primeiro ano com forte impacto da soja Intacta, ajudando na redução da pressão das lagartas.”

Fonte: Uagro