Publicada: 11/02/2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
<p style="text-align: justify;">A tecnologia realmente revolucionou a vida das pessoas. E, agora, caminha-se para utilizar recursos tecnol&oacute;gicos tamb&eacute;m na preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. O Minist&eacute;rio do Meio Ambiente tem a inten&ccedil;&atilde;o de adotar drones para monitorar atividades como desmatamento e queimadas nas principais preserva&ccedil;&otilde;es ambientais do pa&iacute;s. As entidades t&ecirc;m dificuldade de fiscalizar as matas imensas pelo Brasil, como a Amaz&ocirc;nia e o Cerrado, e os ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o-tripulados, conhecidos como drones, poder&atilde;o ajudar.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Uma das &aacute;reas priorit&aacute;rias pelo projeto &eacute; o eixo da BR-163, que liga Cuiab&aacute; a Santar&eacute;m, no Par&aacute;. Nessa regi&atilde;o, existe grande desmatamento e muita dificuldade de identificar os agressores. A ideia do monitoramento a&eacute;reo &eacute; do projeto Ecodrones, que &eacute; uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conserva&ccedil;&atilde;o da Biodiversidade, o ICMBio, ligado ao Minist&eacute;rio do Meio Ambiente, e da organiza&ccedil;&atilde;o WWF-Brasil.</p> <p style="text-align: justify;">Entre os usos dos ecodrones est&atilde;o as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e combate a inc&ecirc;ndios florestais, monitoramento de fauna, mapeamento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade, al&eacute;m do uso recreacional. O Parque Nacional do Pau Brasil, que se localiza na Bahia, j&aacute; utiliza um drone &ndash; o Nauru. &Eacute; uma ferramenta importante para a conserva&ccedil;&atilde;o, pois tem a capacidade de alcan&ccedil;ar locais de dif&iacute;cil acesso das pessoas.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> O Nauru &eacute; o &uacute;nico que tem a permiss&atilde;o de voar no Brasil, pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Avia&ccedil;&atilde;o Civil (ANAC). O modelo permite quatro horas de voo interruptas e tem alcance de 80 km. Esse equipamento &eacute; operacionalizado por um t&eacute;cnico especializado, mas muitos estudos s&atilde;o feitos para que ele seja programado para automatiza&ccedil;&atilde;o.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Os drones transmitem imagens em tempos reais e voam rapidamente pelas &aacute;reas, o que traz muito mais agilidade do que o trabalho feito por pessoas. &ldquo;Os drones chegam mais r&aacute;pido e v&atilde;o em lugares dif&iacute;ceis de serem explorados pelos homens, &eacute; uma ferramenta que contribuir&aacute; muito para a fiscaliza&ccedil;&atilde;o das matas&rdquo;, afirma a especialista em gest&atilde;o ambiental, Geovana Madruga, coordenadora de responsabilidade social do Instituto Positivo.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> O uso desses equipamentos &eacute; bastante comum em outros pa&iacute;ses, inclusive na &Aacute;frica, o qual ajudou a diminuir os casos de ca&ccedil;a predat&oacute;ria de rinocerontes e elefantes. J&aacute; no Brasil tamb&eacute;m existem iniciativas para estudos com boto cor-de-rosa e antas, tamb&eacute;m na Amaz&ocirc;nia.</p> <p style="text-align: justify;"><br /> Fonte: AgroLink&nbsp;</p>