Publicada: 11/05/2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Segundo ele, o uso em larga escala das sementes geneticamente modificadas fez que a tecnologia evoluísse de forma tão rápida que a cada ano que passa surgem materiais que superam em produção cultivares anteriores, exigindo que a área técnica e os produtores estejam rapidamente adaptados às últimas tendências e introduzam novas práticas de manejo do solo.
Segundo Telmo, uma das formas de ampliar a produtividade da soja é descompactar o solo, para oportunizar que seja fortalecido o sistema radicular da planta, evitando erosão e estresse de excesso e de falta de chuvas: “Há muito tempo não víamos tantas áreas sofrendo erosão causada porque o solo não estava trabalhado para segurar nutrientes. Para que haja um desenvolvimento mais satisfatório da soja, é fundamental eliminar o Alumínio e colocar Cálcio na terra, pois só com esta substância a raiz irá se aprofundar suficientemente para absorver a água necessária para o seu desenvolvimento. É necessário que entendamos isso porque as cultivares por serem de ciclo curto e com alto potencial produtivos ao contrário do que ainda se pensa não são tolerantes e sim sensíveis à estresse hídrico”, afirmou.
Outro ponto fundamental na opinião do professor é começar com uma semeadura com uniforme, distribuindo as plantas e implementando uma fertilização eficiente: “As parcelas não podem ficar nem tão perto nem tão afastadas para poderem se desenvolver. Quanto ao fertilizante, não é a quantidade que irá definir o desempenho da soja, mas sim como ele será distribuído na lavoura. Quem entendeu que estes requisitos não são detalhes e sim algo básico para ser feito anualmente, tem produzido 100 sacos por hectare, o que é o dobro da média do Rio Grande do Sul atualmente. As novas cultivares respondem ao bom manejo e qualquer erro no início, meio ou fim, prejudica o desempenho esperado pelo produtor”, disse.