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Publicada: 25/11/2015

Novo governo argentino deve frear alta dos preços no trigo

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Na avaliação do consultor Luiz Carlos Pacheco, a vitória do opositor Maurício Macri nas eleições argentinas deverá ter “impacto de três maneiras diferentes sobre o trigo e as farinhas de trigo no Brasil”. Logo na arrancada, o principal efeito deve ser uma baixa generalizada nos preços do cereal de inverno.

“A curto prazo, consideramos que o novo governo deva colocar no mercado, escalonadamente, de dezembro a abril, cerca de 3,0 milhões de toneladas de trigo da safra 2015/16, referentes a exportações já liberadas, que o governo anterior reteve na tentativa de baixar a inflação no país. Isto deverá frear a alta dos preços do trigo no mercado internacional e no Brasil, especificamente”, projeta.

No médio e longo prazos diz o especialista que, “se o novo governo cumprir suas promessas de campanha, deverá eliminar os impostos de exportação e o contingenciamento das exportações, reduzindo os preços do trigo a ser adquirido pelo Brasil e colocando um ritmo mais confiável nas suas vendas ao nosso país. A eliminação do imposto, se for completa, deverá extirpar também a diferença no imposto do trigo em grão (23%) que favorece a exportação de farinhas (13%), que prejudica os moinhos brasileiros”.

“A longo prazo, se estas medidas forem realmente implantadas, a Argentina poderá retomar o lugar que quase perdeu para os Estados Unidos, como principal fornecedor de trigo ao Brasil, aumentando de 4,0 para 6,0 milhões de hectares plantados com trigo já na próxima temporada. Tudo isto deverá deixar os moinhos brasileiros mais tranquilos quanto ao seu abastecimento de trigo a partir de dezembro próximo, motivo pelo qual não deverão aumentar os seus preços pelo produto”, conclui o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas.

(Fonte: Agrolink)